O meio ambiente tornou-se matéria de ordem mundial, principalmente após a Resolução da Conferência de Estocolmo de 1972, que reconheceu a existência de relação de dependência entre a qualidade da vida humana e a qualidade do meio ambiente. O uso intensivo dos recursos naturais acontecia de forma tão intensa que a natureza não conseguia completar seu ciclo para repor o insumo ao homem, tornando urgente a adoção de medidas sustentáveis.

 

Além da referida Conferência de Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu eventos de alta relevância que gerou importantes documentos norteadores como o Relatório Brundtland (1987), que apresentou um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais preocupado com questões ambientais, ou seja, o desenvolvimento sustentável. Já a Rio/92 (Rio de Janeiro, Brasil, 1992), firmou o consenso internacional sobre a necessidade de equilibrar desenvolvimento socioeconômico e uso responsável dos recursos naturais.

 

Em 1994, o sociólogo britânico John Elkington criou o conceito do Triple Bottom Line, que integra o tripé Profit, People, Planet (Lucro, Pessoas, Planeta), ou seja, esse modelo reforça que a empresa deve se manter financeiramente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável.

 

Assim, todos os anos o movimento para renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável é ratificado pelo Brasil, e ao longo desses anos, a sustentabilidade passou a ser foco no mundo corporativo, que vem investindo para se manter financeiramente viável, socialmente justo e ambientalmente responsável.

 

Em 2004, surgiu o termo ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês), que rapidamente ganhou visibilidade global. As partes interessadas (investidores, clientes, fornecedores, funcionários, sociedade) começam a exigir empresas que tenham como objetivo seguir essa agenda.

 

É importante que a implementação seja efetiva para cada empresa, considerando suas características, pois dessa forma se adequa à nova tendência de consumo, sendo referência e preferência de consumidores e investidores.

 

É necessário avaliar como é a relação empresa-colaboradores, considerando que são o ativo mais importante da organização, sendo imprescindível dar atenção ao tratamento que a equipe recebe, além de analisar as condições laborais, visando a qualidade no clima organizacional.

 

No campo ambiental, é necessário avaliar os impactos das atividades desenvolvidas e adotar estratégias que reduzam risco e danos ao meio ambiente.

 

Os resultados são evidentes, uma vez que gera maior potencial de ganho para as empresas que se preocupam com impactos no mundo tendem a ser valorizadas pelo público.

Na legislação brasileira já existe a exigência de adequação às normas regulatórias, o que promove uma maior adesão à agenda sustentável.

 

As ações socioambientais são fundamentais para manter a empresa ativa e atrair investidores, que seguem cada dia mais focados em organizações que demonstram ações concretas em ESG.

 

Por exemplo, o investimento em recursos renováveis acarreta maior visibilidade de mercado, sendo inclusive um marketing positivo pelo simples fato de estarem atentas às práticas responsáveis com meio ambiente.

 

Não existe fórmula milagrosa, pois depende de características pontuais de cada empresa, mas o segredo é iniciar uma mudança de hábitos com intuito de conciliar o desenvolvimento econômico à minimização dos impactos ambientais gerados.

Data: 25/03/25